Prevenção é fundamental

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E não só no carnaval!

Saiba como se proteger das DST’s e curta a folia com segurança!

Por Thais Marques Fotos: Arquivo pessoal / Freepik / Shutterstock

 

O carnaval está chegando, e é nesta época que as campanhas de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis ganham mais força. O Ministério da Saúde mostra que, principalmente entre os jovens, o hábito de usar preservativos tem diminuído de forma alarmante, e os índices de contágio por HIV crescem a cada dia. Pensando nisso, conversamos com o farmacêutico Renato Arenhardt para falar sobre DST’s e enfatizar a importância do uso da camisinha – não só na época de folia! Confira:

O que são DST’s?

Na livre tradução da sigla, DST significa Doença Sexualmente Transmissível, mas segundo Renato, nos últimos anos o vocábulo ‘doença’ vem sendo substituído pelo termo ‘infecção’. DST’s, então, nada mais são do que infecções sexualmente transmissíveis, causadas por vírus, bactérias e outros micróbios.

Tipos mais comuns:

Condiloma acuminado ou HPV: é uma lesão na região genital, causada pelo Papilomavirus Humano (HPV). A doença é também conhecida como crista de galo, figueira ou cavalo de crista.

Aids: causada pela infecção do organismo humano pelo HIV (vírus da imunodeficiência adquirida), que compromete o funcionamento do sistema imunológico, impedindo-o de executar adequadamente sua função.

Cancro mole: também chamada de cancro venéreo, popularmente é conhecida como ‘cavalo’. Manifesta-se através de feridas dolorosas com base mole.

Gonorreia: é a mais comum das DST’s, também conhecida como blenorragia, pingadeira e esquentamento. Nas mulheres, essa doença atinge principalmente o colo do útero.

Clamídia: outra doença muito comum e que apresenta sintomas semelhantes aos da gonorreia. As mulheres contaminadas pela clamídia podem não apresentar sintomas, mas a infecção pode atingir o útero e as trompas, provocando uma grave infecção que pode levar até mesmo à esterilidade.

Herpes: manifesta-se através de pequenas bolhas localizadas principalmente na parte externa da vagina e na ponta do pênis. Essas bolhas podem arder e causam coceira intensa.

Sífilis: surge inicialmente como uma pequena ferida nos órgãos sexuais (cancro duro) e com ínguas (caroços) nas virilhas. Após um certo tempo, elas desaparecem sem deixar cicatriz, dando a falsa impressão de cura. Se a doença não for tratada, continua a avançar no organismo.

Tricomoníase: os sintomas são, principalmente, corrimento amarelo-esverdeado com mau cheiro, dor durante o ato sexual, ardor, dificuldade para urinar e coceira. Na mulher, a doença pode também se localizar em partes internas do corpo, como o colo do útero.

Camisinha: um grande aliado contra as DST’s

Segundo um estudo noticiado pelo Ministério da Saúde, o preservativo (tanto masculino quanto feminino) é eficaz em até 97% das vezes na prevenção de uma DST, se utilizado corretamente. Daí é possível extrair a importância do método na prevenção dessas doenças. “É preciso destacar que as infecções sexualmente transmissíveis não são transmitidas apenas via relação sexual com penetração, algumas delas são facilmente disseminadas por outras práticas sexuais”, comenta.

Outras formas de prevenção

Além da utilização do preservativo, também existem as vacinas, como é o caso do HPV. Já para o combate ao vírus HIV, existe mais um forte aliado, um medicamento que reduz o risco de contrair a doença por meio de relações sexuais. “Denominada PrEP, sigla de Profilaxia Pré-Exposição, a terapia não barra a entrada do vírus no organismo, mas impede sua multiplicação nas células de defesa, caso haja a contaminação pelo HIV. Disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) desde dezembro de 2017, a medicação é oferecida principalmente a pessoas saudáveis que mantêm relações de risco, ou seja, com mais chances de contrair a doença: profissionais do sexo, transexuais, casais sorodiferentes – quando apenas um deles possui o vírus – e afins”, explica Renato.

Ele finaliza lembrando que hoje a rede pública de saúde – assim como as melhores farmácias do Brasil – já conta com as vacinas para o HPV e Hepatite B. Agora que você já sabe como se proteger no carnaval (e no resto do ano), é só curtir a festa!

 
Se preferir, clique abaixo para acessar a matéria na versão web da Revista Touch:

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