Na escada do sucesso

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NEGA BAKANA comemora 8 anos de marca, com uma história que vem dos anos 1990

Por Rodrigo Bilhalva Moncks

 

O ano era 1991, durante o catastrófico governo de Fernando Collor de Melo, com a inflação no Brasil chegando aos 20% – a estimativa para 2018, mesmo em meio à crise, é de 4,2%. Mas nada disso importava para Jane dos Santos e João Vieira que, ao saberem da possibilidade de comprar a loja de um amigo, aproveitaram a oportunidade de vender roupas de maneira formal.

João Batista Nunes Vieira; Agea “Jane” Pereira dos Santos – Proprietários NEGA BAKANA

Isso porque Jane, então aos 17 anos, já trabalhava como o que é popularmente conhecido como “ambulante” ou “sacoleira”, vendendo roupas de maneira informal, com a ajuda de João, que trabalhava em uma escola e vendia alguns itens para conhecidos de lá. Compraram o espaço de 50 m² do amigo e abriram a Jane Modas, loja que trabalhava com roupas usadas e um orçamento bem apertado. “Não tínhamos reserva. Precisava vender, receber o dinheiro, para daí poder comprar um produto novo”, lembra Jane.

As dificuldades foram superadas com muito trabalho e, em menos de 5 anos, mudaram para um novo espaço. O aprendizado veio na prática, o que João admite nem sempre ser a melhor solução: “Não recomendo começar como eu, sem preparo. Qualquer um que queira abrir uma empresa hoje, precisa de um planejamento muito bem estruturado, para não ter dificuldades no futuro. Eu acho que crises sempre virão, e quanto mais bem estruturado você estiver, menos dificuldade terá”, aconselha.

Uma outra questão comum a quem abre uma loja de roupas é a escolha dos produtos. Nisso, os empreendedores aproveitaram as participações em feiras e consultas com profissionais já estabelecidos. Hoje, além do conhecimento adquirido ao longo de quase três décadas de trabalho, sabem manter os ouvidos abertos aos consultores e às famosas blogueiras. A decisão passa ainda por toda a equipe da loja, que nem sempre concorda em todos os itens: “O conflito faz parte. É através do conflito que conseguimos inovar; não pode ser só uma pessoa, é um conjunto”, esclarece João.

Após passar 3 anos trabalhando em Curitiba e 5 em Piçarras/SC, voltaram a Cascavel, sempre na região do Parque Verde. Em 2010, a Jane Modas se transformou em NEGA BAKANA. “Nós queremos evoluir. Temos muitos planos, e um era o registro de marca, para podermos abrir novas lojas e até franquias”, atesta Jane. O nome foi ideia de João, que não quis deixar sua origem de lado: “Como somos negros, eu busquei algum nome que fosse relacionado à origem negra. Como nessa região quase não tem pessoas afrodescendentes, eu achei que NEGA BAKANA se destacaria. NEGA BAKANA é uma homenagem às pessoas negras do mundo”.

Após tantos anos de dedicação ao sonho, com direito a adiamento de luxos como aquisição de automóveis e outros bens pessoais para que o capital fosse investido na empresa, os fundadores da loja carregam consigo muita experiência, além da capacitação em cursos do SEBRAE, entre outros. Na hora de aconselhar novos empreendedores, João é enfático: “Para abrir um negócio, é preciso buscar cursos que ajudem, e trabalhar de forma muito correta e muito disciplinada. Se não tiver disciplina e um tato pelo negócio, vai ter muita dificuldade”. É com esse espírito que a NEGA BAKANA prospera, não sem dificuldades no caminho, mas com muito trabalho e o sucesso que ele traz.

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