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A trajetória da empreendedora que trouxe o primeiro coworking para Cascavel e o sucesso do Cais Coworking

Por Thais Marques Fotos: Arquivo pessoal

 

 

O primeiro coworking de Cascavel nasceu no ano de 2011, administrado pela empreendedora Cláudia da Silva Frantiozi. Como pioneira do segmento na cidade, ela passou por diversas dificuldades e conquistou uma bagagem admirável durante todo o percurso. Hoje, Cláudia é proprietária e administradora do Cais Coworking, um escritório compartilhado que conta com diversos ambientes, desde salas privativas até espaços voltados para cursos, palestras, atendimentos psicológicos, de coach , salas de reuniões e espaço gourmet para cursos de culinária.

Como nasceu o Cais

Ela conta que a ideia do empreendimento surgiu em 2009, a partir de uma necessidade pessoal. “Eu trabalhava como home office e estava ficando muito difícil lidar com a família e o trabalho dentro de casa, então eu pensei em convidar meu cunhado para dividir as despesas de uma sala”. O espaço era pequeno, mas Cláudia já gostava do conceito de networking e de compartilhamento. “De repente, o estagiário do meu cunhado se formou e pediu se poderia dividir as despesas com a gente naquele espaço. Em seguida, surgiu outro amigo querendo dividir o ambiente, e em pouco tempo nós éramos 5 profissionais em 40 metros quadrados”.

Analisando a situação, a empreendedora percebeu que muitas pessoas no mercado de trabalho precisavam de um espaço com custo reduzido e com apoio administrativo para exercer suas funções. “Nesse momento eu me dei conta de que poderia utilizar meus talentos de administradora para gerir um ambiente maior. Locamos uma casa mais ampla e abrimos espaço para mais três profissionais. Nesse período ainda não era um coworking em si, era só um escritório compartilhado mesmo”, explica Cláudia.

No ano de 2010 o conceito de coworking chegou em Curitiba, e a empresária decidiu buscar mais informações direto da fonte. Lá, ela fez a primeira parceria com o Nex Coworking, que é hoje um dos maiores do Brasil nesse segmento. Cláudia comprou o direito de uso da marca e trabalhou com ela em Cascavel por 3 anos e meio. Em janeiro de 2016, o Nex Coworking Cascavel ganhou um novo nome: Cais Coworking. A expansão continuava acontecendo, e o escritório compartilhado passou de 120 para mais de 700 metros quadrados!

Vantagens comerciais

Mas por que trabalhar em um coworking? Um dos principais objetivos é a redução de custos. “Hoje eu acredito que, independentemente do tamanho de escritório que um profissional busca, se for um ambiente com recepcionista, internet, água, luz, limpeza e cafezinho, ele não consegue por menos de 3 mil reais. Num coworking, você pode ter um estúdio privativo por 1.500 reais, com tudo isso incluso em um espaço agradável e preparado”. Além disso, trabalhar em um espaço compartilhado com diversos profissionais também proporciona muitas possibilidades de relacionamentos e negócios, o famoso networking.

Dificuldades no percurso

A maior dificuldade enfrentada no processo do empreendimento foi fomentar a ideia em Cascavel e fazê-la dar certo. “Já é difícil entender o inglês, imagina entender um conceito em inglês. Foi complicado adotar o termo ‘coworking’ e falar para Cascavel que isso poderia dar certo na nossa cidade”, comenta. Segundo Cláudia, o fato de não existir concorrência no segmento, apesar da vantagem comercial, também foi uma dificuldade. “Não existiam outros coworkings para me ajudar na disseminação, na divulgação da ideia. Quando se está sozinha em uma área não tem como se basear em algo, então você faz o que acha que é melhor”, explica.

Diferenciais do negócio

Para a empreendedora, o grande diferencial do Cais hoje é o know-how. “Nós temos esse conhecimento para nos posicionarmos como um coworking de empreendedorismo. Aqui nós trocamos ideias, trabalhamos com atividades comprovadas, além de ter um calendário anual de eventos em que fomentamos negócios”, afirma. Outro ponto de destaque é a estrutura da empresa. Em 2017 o Cais ficou entre os 10 melhores coworkings do Brasil pela Revista Exame. Legal, não é?!

Dica da empreendedora

“Eu acredito que, para se lançar no mercado de empreendedorismo, antes de qualquer coisa, é preciso descobrir se você tem as habilidades necessárias para isso. Às vezes o nosso perfil não é de empreender, pode ser mais de executor, por exemplo. O empreendedor tem que ser criativo, tem que ter habilidade, ter ginga. Você quer empreender? Faça uma análise do seu perfil. Depois disso, faça uma análise de mercado. É preciso ter visão e, acima de tudo, saber quanto você quer vender no futuro, para que possa ir empreendendo naturalmente, fazendo seu planejamento e atingindo as metas”, finaliza.

 

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