Jejum Intermitente

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Presente no cotidiano dos povos ancestrais como um hábito geralmente relacionado a questões religiosas, o jejum ganhou destaque nos últimos anos como alternativa eficaz de emagrecimento e manutenção de peso. Em evidência após a adesão de celebridades como as atrizes Deborah Secco e Juliana Paes, além da jornalista Glória Maria – que confessou já ter passado dez dias sem comer -, o jejum intermitente não é um tipo de dieta, e sim um estilo de alimentação, que requer planejamento do organismo e jamais deve ser praticado sem orientação e acompanhamento de um profissional da área. O jejum intermitente pode sofrer grande variação no que diz respeito ao tempo de duração. O método mais comum consiste em dezesseis horas diárias sem ingestão de alimentos, deixando o praticante livre para se alimentar durante oito horas. É importante destacar que os períodos de jejum devem obedecer uma sequência de eventos preestabelecida. Além de impedir que os benefícios proporcionados pelo estilo alimentar atuem diretamente no organismo, a prática incorreta traz consigo uma série de riscos, que podem manifestar sintomas a curto prazo.

Liane Rebelatto – nutricionista

De acordo com a nutricionista Liane Rebelatto, especialista em Nutrição e Metabolismo, qualquer intervenção nutricional realizada corretamente tende a atingir perda de peso. Ela afirma que o jejum intermitente atingiu resultados favoráveis em diversas pesquisas e estudos sobre manutenção de massa muscular, além de potencializar a redução de gordura corporal e ser eficaz no processo de manutenção do peso após o emagrecimento. A nutricionista explica que as dietas com restrições calóricas promovem o aumento da grelina – hormônio responsável pela sensação de fome -, diferentemente do jejum, que controla a vontade de comer.

Manter certa distância de refrigerantes, chocolates e frituras jamais será uma má ideia. Peixes, nozes e castanhas são alguns dos alimentos ricos em gordura que podem beneficiar o organismo. Ainda assim, a ingestão da chamada “gordura boa” deve vir acompanhada pela orientação de um profissional, pois a alimentação adequada depende de uma série de fatores que variam muito de um organismo para o outro. “O óleo de coco é um exemplo polêmico, mas que considero uma gordura muito boa, assim como o azeite de oliva e o abacate”, diz Liane.

Antes de dar início a qualquer processo de emagrecimento, é preciso entender que o corpo humano necessita de determinados nutrientes, que precisam ser ingeridos independentemente de qual seja o método de emagrecimento. Assim como os demais estilos alimentares e dietas, o jejum não faz milagres. Para obter bons resultados, o ideal é que seja complementado com uma prática esportiva, devidamente acompanhada por um profissional de educação física.

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